A menina que sonhava com seis dígitos

shutterstock_674988853

Era uma vez, uma menina que nasceu na Campina… criada numa família desestruturada pelo alcoolismo, descobriu cedo, que a vida seria  difícil…

Mãe solteira aos 16 anos, viu seu mundo ficar ainda mais desafiador, pois jurou a filha que ela sentiria orgulho dela…ainda não sabia como, mas iria dar uma volta em tudo o que diziam a ela ser impossível.

Sozinha com filha e irmã, aos 17 anos começou a ter que pagar as contas da casa, já que pai e mãe tinha saído de casa…

Três aluguéis atrasados, um emprego que pagava R$ 200,00 por mês e aquele sonho dos seis dígitos…

Fez faxina, passou roupas para as vizinhas…aprendeu a fazer serviço de manicure e pedicure…não tinha vergonha de sair com uma bacia e sua bolsinha para trazer o dinheiro que iria garantir a janta ou o almoço do outro dia. 

Sim! Ela teve que escolher entre pagar água ou luz..faltou comida muitas vezes…o mercadinho do bairro pendurava as contas da semana para ajudar…o pessoal da feira doava pão e verduras… afinal todos sabiam da vida difícil que aquela menina levava desde os seis anos de idade…

Ela sonhava com a toga…com apartamento no centro…em ter um carro, quando nem dinheiro pro vale transporte tinha. Poucos diziam a ela que era possível. A maioria debochava dela…

A palavra resiliência está gravada em sua mente, e seu objetivo era um só: mudar de vida! E a fórmula para isso era simples: trabalho duro, honestidade e força de vontade. Dormir menos que os outros, comer o que dava, vestir e calçar o pouco que tinha, mas sempre olhando pra frente. Sentia orgulho de quem era.

Tinha três serviços para poder pagar a faculdade e seus finais de semana eram fazendo trabalhos para os colegas que queriam pagar para terem comodismo e boas notas. Sim, foram muitos trabalhos para ajudar a pagar a tão sonhada faculdade. Ela conseguiu mais uma vez. De toga, orgulhosa, foi a quem jurou pela turma…mais um passo dado.

Depois de juntar dinheiro durante 14 anos, e lembrando que tudo começou numa caixa de sapato, seu então sonho de morar no Centro da cidade aconteceu…era seu o apartamento! E na primeira noite de chuva, acordou assustada porque estava acostumada com as goteiras…chorou e agradeceu sentada no sofá da sala, no apartamento não tinham mais goteiras…

Comprou seu primeiro carro aos 30 anos! E feliz, ficou independente, indo pra todos os lados! As sacolas do mercado não machucariam mais suas mãos. Mas ela sempre lembraria de onde veio, para não permitir ao ego, que a deixasse diferente.

Seguiu trabalhando duro, estudando muito, aprendendo tudo o que podia para ser capacitada para prestar um ótimo trabalho. Afinal a filha tinha que sentir orgulho, era uma promessa a ser sempre cumprida.

Se tornou consultora, professora e palestrante. Virou empresária. Trocou de carro. Conquistou mercado. Chegou aos seis dígitos finalmente.

Olhando pra trás, sente orgulho de cada vez que sentiu fome, que dormiu com cobertor áspero, sim, aqueles de carga na cor cinza, era afinal o que tinha no inverno para aquecer. Suas paredes do chalé de madeira tinham jornal no inverno…mas dentro de seu coração havia um sonho, algo tão grande, que as dificuldades da vida só a tornaram mais forte.

Às empresas que  não a contraram por ser mãe solteira…

Aos colegas de trabalho que debocharam do jeito espontâneo que ela sempre teve…

Aos relacionamentos que acharam que ela não era a ideal…

À todos aqueles que um dia duvidaram daquela menina…

Saibam que ela conseguiu tudo, todos os sonhos realizados…e sabe a filha?

Respondeu pelo whats assim…

  • Orgulho de ti
  • Tu é foda
  • De uma forma que o mundo ainda nem sabe que existe

Tenha fé, se esforce, cuide da sua saúde e de sua família…tenha poucos e bons amigos…lembre que o dinheiro não aceita desaforo…respeite os outros. Você consegue realizar todos os seus sonhos!

Hoje é o dia que eu sinto aquele pedacinho de orgulho do que me tornei…

Luciana Roberta de Moura

Mãe, empresária, consultora, palestrante e uma menina de seis dígitos

Anúncios

Sindical, resumo das novas regras

emprego

A MP 873 trouxe mudanças significativas para a contribuição sindical, e fizemos um resumo das novas regras para que você, profissional do DP esteja preparado:

  1. o recolhimento da sindical, quando aprovada pelo trabalhador, deixa de ser descontada em folha de pagamento;
  2. vale lembrar que a autorização deve ser individual, expressa e por escrito, pelo trabalhador que optar por seu recolhimento;
  3. a cobrança da sindical, mediante aprovação do trabalhador, passará a ser feita por boleto bancário, que deverá ser enviado por correio ou e-mail ao trabalhador que optar pelo seu recolhimento;
  4. a MP bloqueia decisões que retomem o recolhimento obrigatório da contribuição, mesmo se determinadas em assembleia ou negociação coletiva das entidades sindicais;

 

Observe essas dicas e atualize os colaboradores sobre as novidades!

Compartilhe conhecimento!

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato que te ajudamos!

Luciana Roberta de Moura

Consultora e Professora

 

O Fim da Contribuição Sindical

emprego

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 873, DE 1º DE MARÇO DE 2019

Altera a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a contribuição sindical, e revoga dispositivo da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: 

Art. 1º  A Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 545.  As contribuições facultativas ou as mensalidades devidas ao sindicato, previstas no estatuto da entidade ou em norma coletiva, independentemente de sua nomenclatura, serão recolhidas, cobradas e pagas na forma do disposto nos art. 578 e art. 579.” (NR)

“Art. 578.  As contribuições devidas aos sindicatos pelos participantes das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades serão recolhidas, pagas e aplicadas na forma estabelecida neste Capítulo, sob a denominação de contribuição sindical, desde que prévia, voluntária, individual e expressamente autorizado pelo empregado.” (NR)

“Art. 579.  O requerimento de pagamento da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e voluntária do empregado que participar de determinada categoria econômica ou profissional ou de profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão ou, na inexistência do sindicato, em conformidade o disposto no art. 591.

  • 1º  A autorização prévia do empregado a que se refere o caput deve ser individual, expressa e por escrito, não admitidas a autorização tácita ou a substituição dos requisitos estabelecidos neste artigo para a cobrança por requerimento de oposição.
  • 2º  É nula a regra ou a cláusula normativa que fixar a compulsoriedade ou a obrigatoriedade de recolhimento a empregados ou empregadores, sem observância do disposto neste artigo, ainda que referendada por negociação coletiva, assembleia-geral ou outro meio previsto no estatuto da entidade.” (NR)

“Art. 579-A.  Podem ser exigidas somente dos filiados ao sindicato:

I – a contribuição confederativa de que trata o inciso IV do caput do art. 8º da Constituição;

II – a mensalidade sindical; e

III – as demais contribuições sindicais, incluídas aquelas instituídas pelo estatuto do sindicato ou por negociação coletiva.” (NR)

“Art. 582.  A contribuição dos empregados que autorizarem, prévia e expressamente, o recolhimento da contribuição sindical será feita exclusivamente por meio de boleto bancário ou equivalente eletrônico, que será encaminhado obrigatoriamente à residência do empregado ou, na hipótese de impossibilidade de recebimento, à sede da empresa.

  • 1º  A inobservância ao disposto neste artigo ensejará a aplicação do disposto no art. 598.
  • 2º  É vedado o envio de boleto ou equivalente à residência do empregado ou à sede da empresa, na hipótese de inexistência de autorização prévia e expressa do empregado.
  • 3º  Para fins do disposto no inciso I do caput do art. 580, considera-se um dia de trabalho o equivalente a:

I – uma jornada normal de trabalho, na hipótese de o pagamento ao empregado ser feito por unidade de tempo; ou

II – 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mês anterior, na hipótese de a remuneração ser paga por tarefa, empreitada ou comissão.

  • 3º  Na hipótese de pagamento do salário em utilidades, ou nos casos em que o empregado receba, habitualmente, gorjetas, a contribuição sindical corresponderá a 1/30 (um trinta avos) da importância que tiver servido de base, no mês de janeiro, para a contribuição do empregado à Previdência Social.” (NR) 

Art. 2º  Ficam revogados:

  1. a) oparágrafo único do art. 545 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1943; e
  2. b) aalínea “c” docaput do art. 240 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Art. 3º  Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília, 1º de março de 2019; 198º da Independência e 131º da República. 

JAIR MESSIAS BOLSONARO
Paulo Guedes

Sindical: obrigatória ou facultativa?

emprego

A Contribuição Sindical, tanto Patronal quando dos Trabalhadores, após decisão do STF passou a ser facultativa.

As ações que discutiam o Artigo 545 com Redação dada pela Lei nº 13.467 de 2017 foram analisadas pelo STF que julgou e definiu como facultativa a contribuição sindical. Diante disso, o desconto em folha da referida contribuição só poderá ser realizada, mediante autorização do trabalhador.

Vale lembrar que não ocorreu a extinção da Contribuição Sindical, somente houve a alteração de torná-la facultativa, e seu desconto seria condicionado a autorização do trabalhador, em documento próprio devidamente assinado.

E se o sindicato fizer assembléia e obrigar o desconto?

O Art. 611-B. define claramente essa situação: Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

XXVI – liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua expressa e prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017).

Diante desse embasamento legal, tanto empresas, quanto trabalhadores, possuem a liberdade de escolha de pagamento da Contribuição Sindical.

 

Luciana Roberta de Moura

Consultora e Professora

 

 

 

 

Liberação envio S-1200

Capturar 020418

Portaria ME nº 09, publicada em 16/01/2019 no Diário Oficial da União, reajusta os valores dos benefícios pagos pelo INSS em 3,43% a partir de janeiro deste ano, além do direito à percepção de salário família para 2019 e as faixas salariais que definem as alíquotas de desconto previdenciário do segurado (8%, 9% ou 11%).

Com isso, já está liberado o envio de eventos de remuneração (S-1200) para o eSocial, que estava bloqueado desde o dia 04/01/2019 (conforme notícia publicada no Portal). 

Com a liberação, os empregadores já obrigados ao eSocial poderão transmitir seus eventos de remuneração a partir de 16/01/2019. 

Empregador Doméstico: a folha da competência de JANEIRO/2019 também foi liberada para edição e fechamento a partir de 16/01/2019.

  • Novos valores

O  valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido de qualquer idade, a partir de 1º de janeiro de 2019, é de:

a) R$ 46,54, para quem recebe até R$ 907,77;

b) R$ 32,80, para quem recebe de R$ 907,78 até R$ 1.364,43.

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de 01/01/2019

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$)

ALÍQUOTA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS

até 1.751,81

8%

de 1.751,82 até 2.919,72

9%

de 2.919,73 até 5.839,45

11 %

Fonte: DOU – Portaria nº 09, de 15 de janeiro de 2019